Após derrota para a Argentina, pressão sobre o treinador cresce
A goleada sofrida pela Seleção Brasileira diante da Argentina por 4 a 1, no Monumental de Núñez, reacendeu o debate sobre o futuro do técnico Dorival Júnior.
Dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), as conversas sobre uma possível mudança de comando ganharam força nos bastidores, e o nome de Carlo Ancelotti, atualmente no Real Madrid, voltou a ser considerado uma alternativa viável para assumir a equipe de Dorival Júnior.
Confira: Bruno Gagliasso Defende Vini Jr. e Critica Tiago Leifert Após Comentário Polêmico
Desde sua nomeação, Dorival Júnior nunca teve o respaldo absoluto da cúpula da CBF, que sempre manteve outras opções em mente. Agora, com a sequência de atuações irregulares da Seleção e os resultados abaixo do esperado, a discussão sobre sua permanência de Dorival Júnior atingiu um novo nível de urgência.
O presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, que tem evitado declarações incisivas sobre o tema, também enfrenta questionamentos sobre a condução do futebol brasileiro e a necessidade de uma reformulação mais ampla.
A derrota para a Argentina não foi um episódio isolado. O desempenho da equipe nos últimos compromissos das Eliminatórias para a Copa do Mundo já vinha gerando preocupações dentro da entidade.
O empate contra a Venezuela e a derrota para o Uruguai em novembro aumentaram as dúvidas sobre a efetividade do trabalho de Dorival Júnior. Apesar de algumas declarações públicas em apoio a Dorival Júnior, a realidade nos bastidores aponta para uma crescente insatisfação com os rumos da Seleção.
O retorno de Ancelotti à pauta
Carlo Ancelotti sempre foi o nome mais desejado pela CBF desde o início do ciclo atual. O treinador italiano, multicampeão na Europa, esteve na mira da entidade antes mesmo da escolha por Dorival Júnior, mas a dificuldade de negociação e seu contrato com o Real Madrid adiaram qualquer possibilidade de acerto.
Agora, com o possível fim de seu ciclo no clube espanhol após o Mundial de Clubes da FIFA, em julho, sua chegada ao comando da Seleção volta a ser uma possibilidade concreta.
A CBF entende que Ancelotti poderia oferecer um novo patamar de organização e competitividade à Seleção Brasileira, especialmente pela experiência em grandes torneios e sua capacidade de gestão de elenco. Além disso, pessoas próximas ao treinador afirmam que ele vê a possibilidade de dirigir o Brasil com bons olhos, caso sua saída do Real Madrid seja confirmada.
Filipe Luís e outras alternativas
Outro nome que surgiu com força nos bastidores da CBF é o de Filipe Luís, ex-jogador da Seleção e atualmente membro da comissão técnica do Flamengo. Apesar da falta de experiência como treinador principal, Filipe tem grande aceitação dentro da entidade, especialmente por sua visão de jogo moderna e alinhada com o futebol europeu.
Sua possível participação no Mundial de Clubes com o Flamengo pode adiar uma decisão definitiva sobre sua contratação, mas ele é visto como um nome para o futuro.
Além de Ancelotti e Filipe Luís, outros técnicos estrangeiros também são cogitados, mas enfrentam resistência dentro da entidade. Jorge Jesus, que atualmente comanda o Al-Hilal, e Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, são opções discutidas, mas não contam com a mesma aprovação interna.
A CBF ainda debate se deve insistir em um treinador brasileiro ou arriscar uma mudança mais drástica, apostando em um estrangeiro com experiência internacional.
O dilema do momento certo para a troca
A grande questão que a CBF enfrenta neste momento não é apenas a escolha do nome ideal, mas também o momento certo para realizar a mudança. O calendário da Seleção impõe desafios, e a participação de possíveis substitutos no Mundial de Clubes pode levar a entidade a postergar qualquer decisão até a Data FIFA de junho.
Nesse período, o Brasil enfrentará o Equador e o Paraguai pelas Eliminatórias, o que pode ser um fator determinante para o destino de Dorival Júnior.
Por um lado, a manutenção do treinador até junho permitiria uma transição mais suave e evitaria uma mudança drástica no meio da competição. Por outro, há o risco de a equipe seguir apresentando um desempenho abaixo do esperado, o que poderia comprometer ainda mais o planejamento da CBF para a Copa do Mundo de 2026.
Pressão interna e incertezas
A pressão sobre Dorival Júnior não vem apenas de fora da CBF. Internamente, há um descontentamento crescente com os resultados e a falta de evolução tática da equipe. A relação entre o treinador e a alta cúpula da entidade também nunca foi das mais próximas, e o distanciamento de Ednaldo Rodrigues nos últimos dias reforça a percepção de que o futuro do técnico está em xeque.
Mesmo com o respaldo formal da CBF até o momento, a realidade nos bastidores aponta para uma possível troca no comando da Seleção nos próximos meses. As conversas continuam, e o desempenho da equipe nos próximos jogos será determinante para definir o rumo do futebol brasileiro.
Confira a Nova Casa de Apostas do Brasil: Bora Jogar
Enquanto isso, Ancelotti, Filipe Luís e outros candidatos aguardam o desenrolar dos acontecimentos, cientes de que uma decisão definitiva pode ser tomada a qualquer momento. O futebol brasileiro vive um momento de indefinição, e a escolha do próximo comandante da Seleção será crucial para definir o futuro da equipe rumo ao próximo Mundial.