quinta-feira, julho 18, 2024
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    Casal de São Paulo Relata Recusa Homofóbica de Convite de Casamento por Parte de Empresa

    Empresa se Defende Após Polêmica: ‘Questão é de Princípios e Valores’, Não de Homofóbica

    Um casal de São Paulo registrou um boletim de ocorrência por homofobia depois que uma empresa de convites de casamento no interior do estado recusou o serviço, citando uma política contra ‘convites homossexuais’.

    Henrique Nascimento e Wagner Cardoso, os noivos, compareceram à delegacia na madrugada desta quarta-feira (24).

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    A história tomou de assalto as redes sociais e se propagou rapidamente após um amigo de um dos homens compartilhá-la no antigo Twitter.

    A captura de tela da conversa entre os noivos e os representantes do Jurgenfeld Ateliê foi amplamente divulgada. Na mensagem, a empresa sugeriu que o casal “buscasse uma papelaria que atendesse às suas necessidades”.

    Além disso, o amigo dos noivos também compartilhou o comunicado online emitido pelo estúdio, que, mais tarde, foi excluído da plataforma.

    Em um vídeo subsequente, os representantes da empresa justificaram suas ações como uma questão de princípio, alegando terem enfrentado retaliação do casal após o incidente.

    Um dos proprietários expressou sua visão em um comunicado que foi posteriormente removido, afirmando: “Acho engraçado porque aqueles que rotulam as pessoas de homofóbicas exigem que essas pessoas aceitem sua posição. No entanto, eles não percebem que o argumento que utilizam para validar suas crenças é o mesmo usado para acusá-los de que devem aceitar o que são, mas as pessoas não podem aceitar que ajam assim”.

    Na legenda da mesma postagem, o casal mencionou a “heterofobia” e expressou frustração, afirmando que não podem tolerar mais críticas em relação à recusa em realizar casamentos ou eventos homossexuais.

    Nas redes sociais, o casal que teve o atendimento negado fez uma série de postagens expressando sua decepção com a situação e ainda relatou a ida à delegacia. Nascimento compartilhou que se sentiu “péssimo” por ter que recorrer à polícia para resolver a questão.

    A repercussão do caso gerou debates intensos sobre discriminação e igualdade de direitos, chamando a atenção para a importância de promover uma cultura de inclusão e respeito em todos os setores da sociedade.

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    Na publicação, ele expressou a sensação de ter sido tratado como criminoso na delegacia, destacando que não teve a oportunidade de explicar detalhadamente o ocorrido. Diante disso, pretende registrar um novo boletim de ocorrência.

    Em entrevista, Cardoso comentou sobre a falta de preparo dos policiais: ‘Estávamos exercendo nossos direitos. Não fui eu quem inventou a lei, então por que agora temos que lutar para conseguir um boletim de ocorrência?’

    O incidente foi registrado no 73º Distrito Policial de Jaçanã, Zona Norte da capital, e encaminhado à Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais contra a Diversidade Sexual e de Gênero e outros Delitos de Intolerância (Decradi) para investigação adicional.

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