terça-feira, julho 23, 2024
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    Brasil planeja teste de primeiro drone de combate em 2025, revela fornecedor do Exército

    Modelo Nauru 1000C poderá ser equipado com mísseis para operações militares

    O Brasil está se preparando para testar seu primeiro drone de combate em 2025, desenvolvido por um fornecedor do Exército.

    Atualmente, as Forças Armadas brasileiras possuem cinco modelos, todos dedicados ao monitoramento e sem capacidade de armamento, incluindo o Nauru 1000C fabricado pela Xmobots, entregue ao Exército em 2022.

    Giobani Amiant, fundador e CEO da Xmobots, anunciou que o desenvolvimento da versão armada do Nauru 1000C começou em 2023.

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    “Em 2024, avançamos para a fase de testes, e em 2025 está prevista a integração final, culminando com o primeiro disparo de míssil realizado por um drone brasileiro”, afirmou.

    O projeto visa equipar o Nauru 1000C com dois mísseis Enforcer Air, desenvolvidos pela MBDA, inicialmente para lançamento a partir do ombro. Estes mísseis são projetados para atingir alvos a até 8 km de distância e são eficazes contra veículos com blindagem leve.

    Até o momento, a Xmobots realizou testes com protótipos para simular a integração das armas na aeronave e avaliar seus efeitos na dinâmica e estabilidade. Um protótipo ilustrativo do Nauru 1000C equipado com mísseis foi exibido em uma feira de tecnologia em São Carlos, interior de São Paulo.

    Enquanto o Exército brasileiro avança com seu ciclo de planejamento estratégico até 2027 para obter os modelos equipados com mísseis, Marinha e Aeronáutica atualmente não têm programas para incorporar drones de combate aos seus arsenais.

    Internacionalmente, mais de 40 países já possuem esses modernos equipamentos de combate, com modelos variados como o turco Bayraktar, os chineses Caihong e Wing Loong, o americano MQ, e os iranianos Shahed e Mohajer, sendo este último utilizado em operações como o ataque a Israel em abril deste ano pelo Irã.

    A História do Drone: Da Ficção Científica à Realidade

    drone

    Os drones, também conhecidos como veículos aéreos não tripulados (VANTs), são uma das inovações tecnológicas mais fascinantes e versáteis do século XXI.

    Utilizados para uma ampla gama de aplicações, desde missões militares até entregas comerciais e fotografia aérea, os drones têm uma história rica e complexa que remonta a mais de um século.

    Este artigo explora a evolução dos drones, desde suas origens nos campos de batalha até seu papel nas indústrias modernas.

    A história dos drones começa no contexto militar. A Primeira Guerra Mundial viu os primeiros esforços significativos para desenvolver aeronaves não tripuladas.

    Em 1916, o engenheiro Archibald Low, considerado um dos pioneiros dos sistemas de controle remoto, criou o “Aerial Target”, um protótipo de drone que poderia ser controlado à distância. Embora nunca tenha sido usado em combate, este projeto lançou as bases para futuras inovações.

    Nos anos 1930, os militares britânicos e americanos começaram a experimentar com drones de treinamento, que serviam como alvos móveis para práticas de tiro.

    Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães desenvolveram a bomba voadora V-1, um dos primeiros exemplos de uma arma guiada remotamente.

    Após a guerra, a tecnologia de drones continuou a evoluir, com os Estados Unidos liderando a pesquisa e o desenvolvimento de drones de vigilância durante a Guerra Fria.

    Os anos 1960 e 1970 foram marcados por avanços significativos na tecnologia de drones. O desenvolvimento do sistema de navegação por satélite GPS nos anos 1980 possibilitou uma precisão sem precedentes nos voos não tripulados.

    Durante a Guerra do Vietnã, os Estados Unidos utilizaram os equipamentos para missões de reconhecimento, coletando informações vitais sem arriscar vidas humanas.

    A década de 1990 viu a introdução de drones de combate, como o famoso Predator, desenvolvido pela General Atomics. Equipado com câmeras de alta resolução e, posteriormente, com mísseis, o Predator tornou-se uma ferramenta crucial nas operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

    O uso de drones armados para ataques precisos reduziu a necessidade de missões tripuladas arriscadas, transformando a forma como as guerras modernas são conduzidas.

    A partir dos anos 2000, os drones começaram a encontrar aplicações em setores civis. A popularização da tecnologia GPS e o avanço na miniaturização de componentes eletrônicos tornaram os drones mais acessíveis e versáteis.

    Empresas como a DJI começaram a produzir drones comerciais para fotografia aérea, revolucionando indústrias como cinema, agricultura e construção.

    Na agricultura, drones equipados com câmeras multiespectrais e sensores térmicos permitem que os agricultores monitorem a saúde das plantações, identifiquem pragas e otimizem o uso de água e fertilizantes.

    Na construção, drones são usados para inspeções de segurança e monitoramento de progresso, oferecendo uma visão aérea detalhada e em tempo real dos canteiros de obras.

    Uma das áreas mais promissoras para o uso dos equipamentos é a entrega de mercadorias. Empresas como Amazon e UPS estão investindo pesadamente no desenvolvimento de drones de entrega, que prometem reduzir os tempos de entrega e os custos operacionais.

    Em 2013, a Amazon anunciou o projeto Prime Air, que visa usar os equipamentos para entregar pacotes em menos de 30 minutos.

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    Embora ainda haja desafios regulatórios e técnicos a serem superados, o potencial para transformar a indústria de logística é imenso.

     

     

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